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A BORRACHA DESLANCHA
27 de junho de 2007

 

Investimentos pesados de pneumáticas no Brasil

No Brasil a indústria de pneus passou por um ciclo de investimentos entre 2004 e 2007, com uma previsão de aumento de 30% na capacidade produtiva das indústrias do país neste ano, resultado de um investimento em torno de R$ 3 bilhões na instalação de novas fábricas e ampliação da capacidade produtiva das unidades já existentes. Com os principais players mundiais no país, a capacidade exportadora ampliou vigorosamente nos últimos cinco anos.

De acordo com o estudo “Panorama da indústria de pneus no Brasil: ciclo de investimentos, novos competidores e a questão do descarte de pneus inservíveis”, elaborado pela equipe do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os investimentos foram motivados pelo aumento da demanda no mercado interno, gerado pelo aquecimento do mercado de veículos; cenário favorável às exportações e deslocamento da produção da indústria mundial de pneus.

Nesse sentido o Brasil apresenta-se como uma boa alternativa para investimentos, uma vez que o processo de fabricação de pneus não é totalmente automatizado e necessita de um número elevado de mão-de-obra e o país apresenta um baixo custo salarial em comparação aos países desenvolvidos. Além disso, o crescimento do mercado automobilístico local torna-se um fator de atração de investimentos, já que o mercado nos países ricos encontra-se saturado.

Em 2005, o setor de pneus no Brasil, gerou um faturamento de R$ 14,2 bilhões e gerou em torno de 25 mil empregos diretos e 125 empregos indiretos. Em 2006 a indústria apresentou desempenho semelhante, com incremento em torno de 1%.

O período que representou grande expansão do setor no país também apresentou diversos fatores desfavoráveis à indústria de pneus, principalmente no que se refere às exportações brasileiras. O câmbio valorizado, que comprometeu a competitividade das exportações; a forte concorrência com as empresas remoldadoras de pneus e a entrada dos pneus importados, principalmente da China, que comprometeram as vendas no mercado interno do produto; e as dificuldades para cumprir as normas de recolhimento e descarte dos pneus inservíveis constituem-se fatores importantes que frustraram as expectativas de um melhor desempenho pela indústria de pneus.

O estudo aponta que o câmbio, em patamar bem mais apreciado, freou as intenções mais ambiciosas dos fabricantes de pneus, “que poderiam transformar o Brasil numa verdadeira base exportadora de pneus. Mas a curto prazo as exportações deverão continuar no mesmo patamar devido à três motivos: a força dos contratos inter-company firmados nos últimos anos, o fato do Brasil figurar como base exportadora para outras unidades das multinacionais presentes no Brasil e o fato das fábricas Canadenses e Americanas estarem operando no limite da capacidade, se abastecendo da produção brasileira para as vendas em seus mercados internos.

Já com relação ao mercado interno, nos últimos anos o estudo observa uma corrosão do mercado de reposição, que representa a maior rentabilidade para os fabricantes. Além disso, o câmbio apreciado torna favorável a importação de pneus vindo da China. A venda de pneus remoldados também causou grande impacto na venda de pneus novos, uma vez que estes apresentam aparência de novos e possuem preços muito mais atrativos.

A questão ambiental também é um fator limitante ao crescimento de indústria de pneus no Brasil, devido à difícil eliminação dos pneus e os danos que podem causar ao meio-ambiente. A importação de pneus pelos países em desenvolvimento para serem reformados, reutilizados ou descartados paralelo ao incentivo dos países europeus para a exportação desses pneus, fazem com que eles cheguem ao seu destino com custos reduzidos para os importadores. O preço do remoldado equivale a aproxidamente 60% do preço de um pneu novo, de acordo com o estudo.

De acordo com estudo, a indústria brasileira de pneus no Brasil é concentrada em cinco grandes empresas tradicionais, que em 2005 detinham 64% de todo o mercado mundial de pneus. No Brasil, existem atualmente, 12 fábricas de pneus, a maioria localizada no Estado de São Paulo. Em 2005, o setor obteve um faturamento de R$ 14,2 bilhões, gerando 25 mil empregos diretos e aproximadamente 125 mil empregos indiretos. Em 2006, o faturamento apresentou-se semelhante ao do ano anterior. O país é sétimo maior produtor mundial de pneus para automóveis e o quinto em pneus para caminhão, ônibus e caminhonetes.

O mercado
O mercado mais significativo de venda é o de pneus destinados a veículos de passeios, comerciais leves e caminhões. As vendas são destinadas às montadoras (26%), ao mercado de reposição (42%) e ao mercado externo (32%).

De acordo com o estudo, o mercado de pneus também pode ser dividido em dois segmentos: de equipamento original, que compreende as vendas para as montadoras; e o de reposição que compreende as vendas para os grupos de vendedores que colocam o produto no atacado ou no varejo, sendo o segmento que absorve a maior parcela da produção mundial e no qual as fábricas conseguem as maiores margens de contribuição sobre o preço das vendas.

No entanto, a venda de pneus para as montadoras torna-se estratégica para os fabricantes, na medida em que a demanda por parte das montadoras pelo aumento da performance dos pneus impulsiona o desenvolvimento de novos modelos e devido a fidelização do cliente, visto que uma parcela de consumidores prefere utilizar a marca do pneu original do veículo na hora da troca do pneu.

A maior demanda por pneus no país foi gerada em 2003, pelo aumento da produção de veículos, o que gerou naquele ano falta do produto no país. Isso fez com que ao longo de 2004 as fabricantes de pneus anunciassem uma série de investimentos. Em 2006 a produção brasileira de pneus foi de 54,5 milhões de unidades, desse total as vendas internas checaram a 38,5 milhões de unidades e as exportações representaram a venda de 18,7 milhões de unidades.

Expectativas
Apesar do câmbio desfavorável, em 2006 as exportações cresceram impulsionadas pelos contratos inter-company e da estratégia global de produção das empresas, de acordo com o BNDES. De 2003 a 2006, o volume de vendas para as montadoras apresentou uma trajetória de aumento. Já as vendas para o segmento de reposição apresentaram queda nesse período.

No longo prazo as expectativas das empresas são positivas, com o tempo os fabricantes acreditam que a fatia de mercado conquistada pelos remoldados seja estabilizada ou até mesmo se reduza. “O cenário econômico benigno, a liquidez internacional, a inexistência de crises especulativas, a redução progressiva dos juros internos e o reaquecimento da demanda interna de veículos automotores, com crescimento de cerca de 10% ao ano, fazem com que as empresas tenham uma boa visão de longo prazo com expectativas positivas”, afirma o estudo.

 Expansão na demanda por borracha

Enquanto a suposta crise financeira mundial parece ter perdido fôlego nos últimos dias, a indústria pneumática continuou anunciando novos investimentos. A Michelin norte-americana lança o XDA5, um pneu que promete uma vida útil 30% mais longa. A Goodyear sinaliza investir em novas fábricas no Leste europeu. A italiana Marangoni dá seus primeiros passos na China, abrindo um escritório no país. E na Índia e Indonésia, a Bridgestone planeja ampliar suas fábricas.

Expansão da indústria pneumática implica expansão da demanda por borracha.

No mercado mundial de borracha, os preços apresentaram recuperação uma vez que a crise financeira parece ter perdido força. No Brasil, o preço-referência para a borracha natural beneficiada, para entrar em vigência em setembro, é 5,5% superior ao de agosto.

 

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