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:: Madeira que vem da seringueira

Pesquisa verifica viabilidade comercial de uso da planta como matéria-prima para indústria moveleira.

O Instituto Florestal(IF) deve encaminhar nos próximos dias amostras de madeira de seringueira ao Centro de Madeiras (Cemad) de Votuporanga para fazer os primeiros testes sobre sua aplicação no uso da indústria moveleira.
O pesquisador do instituto florestal (IF) Francisco Kronka, participou de uma reunião com o presidente da Associação dos Produtores de Borracha(Apabor), para discutir os resultados obtidos até agora com a pesquisa, feita em parceria com a Agência de Pesquisas Tecnológica (Apta) de Colina.
O objetivo da pesquisa é dar destinação às árvores que já perderam a capacidade de produção de látex e, ao mesmo tempo, oferecer uma opção para abastecimento da indústria moveleira. Mirassol e Votuporanga são considerados dois pólos moveleiros no País, com 230 fábricas e correm o risco de enfrentar o chamado “apagão da madeira” nos próximos anos.
A primeira extração da madeira foi realizada em maio em uma propriedade rural em Bálsamo. As toras foram encaminhadas para uma fazenda do Instituto Florestal em Mandari(SP), onde foram desdobradas, tratadas quimicamente para evitar o ataque de fungos e submetidas ao processo de secagem.
O resultado obtido até agora tem sido satisfatório, segundo o pesquisador. No entanto, alguns detalhes deverão ser observados para que a madeira não caia em descrédito.
“A madeira em geral tem 3% de carboidrato, enquanto a seringueira tem entre 7% e 8%, o que requer cuidados especiais porque esse amido é um meio de cultivo de fungos”, disse o pesquisador.
Os pesquisadores deverão buscar apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas(Sebrae) para a criação de uma unidade de processamento, serragem, tratamento preventivo e secagem.
O IF deverá propor também à Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fabesp) a realização de um mapeamento de todos os seringais no pólo de borracha do País. “Hoje sabemos onde existem as plantações, mas não temos mais detalhes”, disse. A intenção é associar as informações espaciais a um banco de dados.
Segundo Kronka, a extração é apenas uma das fases da pesquisa. “È preciso transformar a cultura em uma floresta de seringueira e para isto precisamos saber o quanto e quando essas árvores vão estar disponíveis”, afirmou.
A região de Rio Preto possui aproximadamente 10 milhões de pés em produção e outros 200 mil que já não são mais viáveis economicamente. Se reunidas, estas árvores improdutivas ocupariam um espaço equivalente a 333 hectares ou 45 “Teixeirões”, o estádio do América de Rio Preto.
De acordo com o presidente da Apabor, Jayme Vasquez, o objetivo da pesquisa é mostrar à indústria moveleira que existe uma madeira abundante na região de Rio Preto que poderá ser utilizada como matéria-prima.

PRODUÇÃO NACIONAL DE BORRACHA EM EXPANSÃO.

O Brasil pode viver um novo período virtuoso na cultura da borracha nos próximos 20 anos, saltando da produção atual de 100 mil toneladas/ano. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento.
Esse crescimento não se baseia, de acordo com o órgão, na extração de látex de seringueiras nativas da selva amazônica, como ocorreu durante o ciclo da borracha, entre 1850 e 1910. Dessa vez, o setor será impulsionado pelos seringais de cultivo, que ocupam hoje uma área de aproximadamente 120 mil hectares em São Paulo, Mato Grosso, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás.
O principal indicador da expansão do setor é o aumento da área plantada. “Nos últimos dois anos, a taxa de crescimento médio da área cultivada oscilou entre 15% e 20%”, diz o presidente da Câmara Setorial da Cadeia produtiva da Borracha Natural, do Ministério, João Almeida Sampaio. Nas próximas duas décadas, prevê, o plantio de borracha pode ocupar 340 mil hectares. Com isso, o Brasil alcançará a auto-suficiência no produto.
‘A tendência é que haja um crescimento expressivo do cultivo de borracha em Minas e Goiás nos próximos anos”, afirma Sampaio. Hoje, calcula, o Brasil tem uma área de 15 milhões de hectares apta ao plantio da cultura. O aumento da produção, acrescenta, também permitirá que o País passe a exportar. “Temos um produto de alta qualidade”, comenta, ressaltando que há espaço no mercado mundial para ser ocupado pela produção nacional.
De acordo com o presidente da câmara social, o País consome hoje 300 mil toneladas/ano de borracha natural. Como produz apenas 100 mil toneladas/ano, o Brasil importa 200 mil toneladas/ano, o que representa um gasto anual de US$1 bilhão. Com a previsão de aumento da produção, assinala Sampaio, o mercado interno também deverá reduzir a importação de borracha nos próximos anos.

SEQUESTRO DE CARBONO

A Embrapa Solos lançou o livro “Seqüestro de Carbono – Quantificação em Seringais de cultivo e na Vegetação Natural”. Os autores são a pesquisadora da Embrapa Solos, Ciríaca do Carmo e o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Antonio Alvarenga.
A produção nacional de borracha natural, produto estratégico para o País, atende apenas 30% da nossa demanda interna atual. Simulações sobre a evolução da demanda mundial de borracha natural apontam para uma tendência crescente de sua falta também no mercado internacional.
A cultura da seringueira tem impactos econômicos e sociais positivos para o agronegócio. “Trata-se de um cultivo renovável, cuja produção proporciona uma rentabilidade atrativa ao agricultor, adequada à pequena produção e à agricultura familiar, fixando populações no campo”, lembra Ciríaca.
Do ponto de vista ambiental, plantios de seringueira preservam mananciais, protegendo e melhorando as propriedades físicas do solo, o clima, a flora e a fauna. Por ser uma essência florestal perene, poderá contribuir para a redução do efeito estufa, pois, pelo processo fotossintético, promove a captura dos gases ao retirar C02 da atmosfera e incorpora-lo à biomassa na presença da luz solar.
O livro, que tem 338 páginas, é gratuito e pode ser encontrado na Embrapa Solo(telefone 21 2179-4507 ou e-mail sac@cnps.embrapa.br.


PESQUISA ANALISA ÁCAROS NO SERINGAL
Reservas naturais na propriedade são o berço de ácaros predadores e fungos patógenos que combatem as pragas.


Estudo sobre a diversidade de ácaros de seringueira e a ocorrência de ácaro-praga em seringais na região de Rio Preto recebeu o 1º Prêmio Jayme Vasquez para a melhor tese ou dissertação sobre heveicultura no Brasil. O mestre em biologia animal da Unesp de Rio Preto, Fábio Akashi Hernandes, com a dissertação “Diversidade e ocorrência sazonal de ácaros em seringal na região Noroeste do Estado de São Paulo” foi o vencedor do concurso.
A dissertação elaborada por Hernandes foi apresentada em dezembro de 2004 ao Programa de Pós-graduação em Biologia Animal, do Instituto de Biociências, Letras e Ciências exatas (Ibilce), sob a orientação do professor Reinaldo José Fazzio Feres, lo Laboratório de Acarologia. De acordo com Feres, a pesquisa premiada resulta do primeiro estudo aprofundado em cultivo de seringueira.
O material coletado mensalmente, durante três anos, foi analisado e os dados apresentados em três partes. A primeira apresenta um catálogo das espécies registradas em seringueiras no Brasil. Outra discorre sobre aspectos ecológicos, como ocorrência sazonal de espécies predadoras e fitófagas (sugam o conteúdo das células de folhas, flores, frutos novos e ramos) encontradas e a influência de fatores climáticos sobre suas populações.
A terceira aborda o ciclo biológico da espécie Lorryia formosa, que foi muito abundante e, embora não se constitua praga da seringueira, registrou-se pela primeira vez a produção de indivíduos fêmeas sem a ocorrência de fecundação, na ausência de machos(partenogênese), em ácaros da família Tydeidae.
De acordo com feres, os produtores rurais não podem se assustar com a presença de ácaros nos seringais e devem evitar a aplicação indiscriminada de agrotóxicos pra não agravar o problema. “O importante, no caso da monocultura, é a preservação de reservas naturais na propriedade, de onde se deslocam ácaros predadores e fungos patôgenos que diminuem a população das pragas”, disse.
Além de uma viagem, com direito a acompanhante, para qualquer ponto turístico do País, Hernandes poderá ter sua pesquisa editada em livro. “O objetivo do prêmio é transformar essa pesquisa científica em uma obra mais acessível a todos que cultivam seringueira”, disse.
Criado pela Natural Soluções Setoriais, o Prêmio Jayme Vazquez tem como objetivo estimular a produção de pesquisas sobre a heveicultura. O conhecimento das espécies de ácaros nocivos associados a essa cultura contribui para reduzir a população e os prejuízos que causam ao setor.
Fonte: Diário da Região (dia 08/10/2006).

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